terça-feira, 30 de setembro de 2014

Judith Teixeira



Judite dos Reis Ramos Teixeira ou Judith Teixeira (Viseu, 25 de Janeiro de 1880 - Lisboa, 17 de Maio de 1959) foi uma escritora portuguesa. Publicou três livros de poesia e um livro de contos, entre outros escritos. Em 1925 lançou a revista Europa, de que saíram três números (Abril, Maio e Junho). Exemplares do seu livro Decadência (1923) foram apreendidos, juntamente com os livros de António Botto (Canções) e Raul Leal (Sodoma Divinizada), e mandados queimar pelo Governo Civil de Lisboa na sequência de uma campanha, liderada pela conservadora Liga de Acção dos Estudantes de Lisboa, contra "os artistas decadentes, os poetas de Sodoma, os editores, autores e vendedores de livros imorais".

Foi na década dos seus quarenta anos, entre 1922 e 1927, que publicou todos os seus livros e dirigiu a revista Europa. Devido à temática lésbica de alguns dos seus poemas, foi atacada violentamente na imprensa conservadora e moralista pelas "vergonhas sexuais" e "versalhadas ignóbeis" que escrevia. Na revista pro-fascista Ordem Nova, em 1926, Marcello Caetano referiu-se ao seu livro Decadência como sendo da autoria "duma desavergonhada chamada Judith Teixeira", regozijando-se que os seus livros tivessem sido apreendidos e queimados em 1923. Em 1927 encontrava-se ausente de Portugal, como se depreende de uma nota inserida no fim do livro Satânica, o último que publicou.

Pouco se sabe acerca dos últimos trinta e dois anos da sua vida, em que chegou a ter um negócio de antiguidades. Morreu a 17 de Maio de 1959, aos 79 anos, residindo então em Lisboa, no número 3 da Praceta Padre Francisco em Campo de Ourique. Segundo o assento de óbito, morreu viúva, sem deixar filhos nem bens e sem fazer testamento.

Obras 
Decadência. Poemas (1923) 
Castelo de Sombras. Poemas (1923) 
Nua. Poemas de Bizâncio (1926) 
De Mim. Conferência (1926) 
Satânica. Novelas (1927)

Fontes
http://pt.wikipedia.org/wiki/Judite_Teixeira
http://wwweuropa.blogspot.pt/


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