sábado, 27 de setembro de 2014

Sóror Mariana Alcoforado




Sóror Mariana Alcoforado (Beja, 22 de Abril de 1640 — 28 de Julho de 1723).

Mariana Alcoforado foi uma das religiosas da Ordem de Santa Clara, do Convento da Conceição de Beja, local onde actualmente funciona o Museu Regional da cidade. Natural de Beja, nasceu a 22 de Abril de 1640, entrou na clausura com onze anos, vindo a professar aos dezasseis. Porteira, escrivã e vigária foram alguns dos cargos que exerceu durante a sua longa vida conventual. Morreu aos oitenta e três anos de idade, em 1723.

É considerada a autora das cinco Lettres Portugaises (As Cartas Portuguesas) dirigidas ao Marquês Noel Bouton de Chamilly, Conde de Saint-Léger e oficial francês que lutou em solo português sob as ordens de Frederico de Schomberg, durante a Guerra da Restauração. A sua obra, Cartas Portuguesas, tornou-se num famoso clássico da literatura universal.

Em 1810, a nota publicada no jornal L’Empire, de Paris, pelo erudito Boissonade, trouxe para a ribalta o nome, até aí desconhecido, de Mariana Alcoforado, como a autora das já muito célebres Lettres Portugaises.

O escândalo que houve em torno da sua vida, tornada famosa pelas cartas, foi motivo de inspiração a diversas obras teatrais como a peça “Soror Mariana” de Júlio Dantas. Mariana, pelas boas obras que prestou enquanto freira, adquiriu o título de “Soror” e chegou à posição de abadessa do Convento da Conceição em Beja.

As cartas de amor são a sua paixão sublime não correspondida que perdura no tempo e tem despertado o interesse de todo o mundo. Desde a edição princeps de Claude Barbin, datada de 4 de Janeiro de 1669, com o título de “Lettres Portugaises Traduites en Français”, até hoje, sucederam-se centenas de edições em diferentes idiomas, poemas, peças de teatro, filmes, obras de interpretação plástica e musical.

O Museu conserva ainda a grande janela gradeada, mais conhecida como a Janela de Mértola, das Portas de Mértola ou de Mariana, verdadeiro ex-libris do convento, do museu e da cidade, através da qual a religiosa viu tantas vezes passar aquele que a encantava e que num dia especial a destacou com o seu olhar e lhe fez sentir os primeiros efeitos da sua infeliz paixão.



Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Mariana_Alcoforado
http://www.museuregionaldebeja.net/sorormarianaalcoforado.htm

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