quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Maria Judite de Carvalho



Maria Judite de Carvalho (Lisboa, 18 de Setembro de 1921 - Lisboa, 1998) foi uma escritora portuguesa.
Nasceu em Lisboa. Frequentou o curso de Filologia Germânica. Em 1949, ano em que se casou com o professor universitário e escritor Urbano Tavares Rodrigues, foi viver para França, em Montpellier e a seguir em Paris. Foi após o regresso de França, em1959, publicou Tanta Gente Mariana, uma obra considerada pela imprensa da época como uma revelação. Dois anos depois, As Palavras Poupadas mereceu o Prémio Camilo Castelo Branco. Contudo, MJC publicara em 1949 o seu primeiro conto na revista Eva e em 1953 enviara as «Crónicas de Paris» para a mesma revista. A partir de 1968 foi redactora dos jornais Diário de Lisboa (1968-75), da revista Eva (até 1975) e de O Jornal (1976 a 1983). Colaborou, regularmente, com o «Suplemento Mulheres» do Diário de Lisboa, onde adoptou o pseudónimo Emília Bravo, e escreveu esporadicamente para os jornais República e O Século. Ainda se registam textos escritos para as revistas O Escritório (1971 a 1974), Mulheres (1978), Silex nº3 (1980), Come e Cala (1981 a 1982).
As histórias escritas nos jornais e nas revistas constituem, hoje, documentos fundamentais para o estudo do conjunto da obra, que integra volumes de crónicas, contos, novelas, romance, poesia e teatro.
Maria Judite de Carvalho permanece uma escritora de actualidade renovada, difícil de catalogar no estilo que geralmente lhe é associado (herdeiro do existencialismo e do chamado “novo romance”), hábil dissecadora do desespero e da solidão quotidiana na grande cidade.", Conforme referido no seu perfil na página Mulheres Portuguesas do século XX. As suas obras não pretendem dar explicações ou ser tratados morais ou comportamentais pelo que a explicação é substituída pela insinuação e pela sugestão, de onde decorre a opção por uma escrita "limpa", sem excessos estilísticos, e por narrativas breves.

Obras 
Tanta Gente, Mariana (contos), Lisboa: Europa América, 1988. 
As Palavras Poupadas (contos), Lisboa: Europa América,1988. (Prémio Camilo Castelo Branco). 
Paisagem sem Barcos (contos), Lisboa: Europa América, 1990. 
Os Armários Vazios (romance), Lisboa: Livraria Bertrand, 1978. 
O Seu Amor por Etel (novela), Lisboa: Movimento, 1967. 
Flores ao Telefone (contos), Lisboa: Portugália Editora, 1968. 
Os Idólatras (contos), Lisboa: Prelo Editora, 1969. 
Tempo de Mercês (contos), Lisboa: Seara Nova, 1973. 
A Janela Fingida (crónicas), Lisboa: Seara Nova, 1975. 
O Homem no Arame (crónicas), Amadora: Editorial Bertrand, 1979. 
Além do Quadro (contos), Lisboa: O Jornal, 1983. 
Este Tempo (crónicas) Lisboa: Editorial Caminho, 1991.(Prémio da Crónica da Associação Portuguesa de Escritores). 
Seta Despedida (contos), Lisboa: Europa América, 1995.(Prémio Máxima, Prémio da Associação Internacional dos Críticos Literário, Grande Prémio de Conto Camilo Castelo Branco, Prémio Vergílio Ferreira das Universidades Portuguesas). 
A Flor Que Havia na Água Parada (poemas), Lisboa: Europa América,1998 (póstumo). 
Havemos de Rir! (teatro), Lisboa: Europa América,1998 (póstumo).

Fontes
http://cvc.instituto-camoes.pt/contomes/09/escreveu.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Maria_Judite_de_Carvalho
http://bibliotheque.gulbenkian-paris.org/index.php?article=478&visual=1


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