segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Virgínia Vitorino

I.P 

Virgínia Vitorino (Alcobaça, 13 de Agosto de 1895 — 1967) foi uma poetisa e dramaturga portuguesa. 
Cursou Filologia Românica da Faculdade de Letras de Lisboa, e frequentou o Conservatório Nacional de Música, onde estudou piano, canto, harmonia e italiano. Professora de liceu, trabalhou também na Emissora Nacional onde dirigia teatro radiofónico. Autora de três livros de poesia e de seis peças de teatro, todas representadas pela Companhia de Amélia Rey Colaço, Virgínia Vitorino foi agraciada pelo Governo Português com o grau de Oficial da Ordem de Cristo, em 1929, e com a Comenda da Ordem de Santiago, em 1932. 
Do governo espanhol recebeu a Cruz de D. Afonso XII, em 1930. Também foi retratada, entre outros, por Eduardo Malta e Teixeira Lopes, e mais recentemente por José Paulo Ferro e Manuela Pinheiro. Almada Negreiros foi autor de algumas das capas dos seus livros. Recebeu o prémio Gil Vicente do Secretariado Nacional de Informação pela peça Camaradas. A sua obra, Namorados (1918) foi editada catorze vezes. Teve vasta colaboração em jornais e revistas portuguesas e brasileiras. Esteve no Brasil a convite de Getúlio Vargas, por volta de 1937.

D. L 1930



– É capaz de dizer-me porque principiou a fazer versos?
– Porque sentia em mim o desejo imperioso de repartir com alguem a minha anciedade de mostrar a toda a gente o excesso de emoção que me consumia, de comunicar com o mundo através do ritmo dos versos e da cadencia dos sons.
– Não foi então um proposito firme de marcar a sua individualidade?
– Não. Foi apenas um desejo natural de expansão.
– Visto isso posso então supôr que são sentidos todos os seus versos?
– Conforme o que entender por essas palavras… Sentidos porque nasceram dum estado de alma e sentetisaram as sensações dum momento, sim. Mas porque sejam a expressão exacta dos meus verdadeiros sentimentos, não…

[...]

– Diga-me depressa, Virginia Vitorino: Em que pensa neste instante?
– Na insuficiencia das palavras para exprimir a máxima emoção. Ah, a eterna ancia de subir mais alto! Você sabe lá como eu sofro!

Entrevista de Virgínia Vitorino a Fernanda de CASTRO
“Virgínia Vitorino”
Diário de Lisboa, nº 1, 7 de Abril de 1921, p. 5.


Fontes
http://pt.wikipedia.org/wiki/Virg%C3%ADnia_Vitorino
http://antonioferro.wordpress.com/category/personalidades/victorino-virginia/

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